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Politica internacional

  • No geral, porém, migração para o Reino Unido aumentou nos 12 meses encerrados em setembro passado devido ao ingresso de pessoas de fora da União Europeia. O número de cidadãos da União Europeia (UE) que deixaram o Reino Unido aumentou em 2017, chegando a 130 mil nos 12 meses encerrados em setembro passado. É o número mais alto desde 2008. Ao mesmo tempo, 220 mil cidadãos europeus entraram no país no mesmo período, o que representa uma queda de 47 mil em relação ao ano anterior. Assim, a diferença entre o número de pessoas chegando e saindo (a taxa de migração líquida anual) caiu para 90 mil. Em cinco anos, é a primeira vez que esse número volta a ficar abaixo de 100 mil. O Instituto Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) afirmou que a queda na taxa líquida pode estar relacionada à decisão do Reino Unido de sair da UE. Porém, de acordo com Nicola White, chefe de estatísticas de migração internacional da ONS, a decisão de migrar é complicada e pode ser influenciada por inúmeras razões. A migração de países que não fazem parte da UE, porém, está em alta. Cerca de 285 mil pessoas chegaram ao Reino Unido nos 12 meses encerrados em setembro, e apenas 80 mil foram embora. A diferença de 205 mil é a maior em seis anos para os estrangeiros de fora da UE. Além disso, 125 mil britânicos deixaram o Reino Unido no mesmo período, e 73 mil retornaram ao país. Ao todo, a taxa líquida de migração é de 244 mil, ou seja, o número de pessoas que entrou no país no período considerado menos as que foram embora. Esse número está bem longe da meta anunciada pela primeira-ministra Theresa May, que prometera reduzir a taxa para abaixo de 100 mil. May também prometeu restringir os direitos de cidadãos europeus no Reino Unido depois do Brexit e conter a migração de países que não fazem parte da UE. O Brexit foi aprovado por 51,9% dos britânicos em referendo realizado em julho de 2016, mais de quatro décadas depois de o país aderir ao bloco comunitário europeu. Desde então, o país vem negociando o divórcio com a UE.

  • Pesquisa reflete a deterioração da qualidade de vida na Venezuela por escassez de alimentos e queda do poder aquisitivo. Mais da metade da população passou a viver em pobreza extrema e admite já ter ido dormir com fome. Dos entrevistados, 90% disseram não ter renda suficiente para comprar a quantidade necessária de alimentos Reuters/Marco Bello Em meio à grave crise econômica, escassez e a maior superinflação do mundo, nove em cada dez venezuelanos vivem abaixo da linha da pobreza, e mais da metade deles estão no patamar da pobreza extrema, segundo um estudo divulgado nesta quarta-feira (21). De acordo com a Pesquisa sobre Condições de Vida (Encovi), realizada anualmente pelas principais universidades da Venezuela, os venezuelanos perderam em média 11 quilos em 2017. Seis em cada dez admitem já terem ido dormir com fome por falta de comida. Para especificar a porcentagem da população na pobreza, os especialistas aplicaram um questionário de 16 páginas e entrevistaram 6.168 famílias em todo o país. A condição de pobreza foi extraída dos dados coletados e analisados sob diferentes métodos, como linha de pobreza, necessidades básicas insatisfeitas, e medição multidimensional da pobreza. Dentro das respostas obtidas, os especialistas estabeleceram que 61,2% dos entrevistados viviam em pobreza extrema, enquanto 25,8% foram considerados pobres – na soma, praticamente nove em cada dez venezuelanos viveu na pobreza em 2017. O estudo refletiu uma dramática deterioração da qualidade de vida dos venezuelanos ao avaliar o aumento da pobreza e sua incidência em emprego, educação, criminalidade, nutrição e saúde em geral. A pesquisa é realizada anualmente desde 2014 pelas Universidade Central da Venezuela (UCV), Universidade Simón Bolívar (USB) e a Universidade Católica Andrés Bello (UCAB). Apenas 13% "não pobres" A socióloga María Gabriela Ponce, da UCAB, afirmou que entre os resultados desta pesquisa foi observado que a pobreza extrema aumentou na Venezuela de 23,6% para 61,2% em quatro anos e quase dez pontos percentuais apenas entre 2016 e 2017. Ponce exibiu um gráfico que mostra que em 2014 a pobreza extrema afligia 23,6% da população – 2015 (49,9%), 2016 (51,5%) e em 2017 (61,2%). As estatísticas mostraram também que os domicílios considerados "não pobres" em 2014 representavam 51,6% dos consultados, enquanto em 2015 já eram apenas 27%, passando em 2016 para 18,2% e a 13% em 2017. Os especialistas que participaram do estudo deixaram claro que estes dados não refletem o impacto nos domicílios consultados sobre o processo de hiperinflação, que estourou em outubro do ano passado – os dados foram coletados entre julho e setembro de 2017. Marianella Herrera, pós-graduada em Nutrição Clínica na USB, disse que 64% dos entrevistados relataram ter perdido uma média de 11 quilos no último ano por não terem acesso a alimentos. Herrera relatou que 61% dos entrevistados disseram ter "ido para a cama com fome" porque não tinham comida suficiente e 90% disseram que sua renda "não é suficiente" para comprar a quantidade necessária de alimentos. Jejum de manhã Os resultados apresentados pela especialista em nutrição indicam que 63% das pessoas praticaram "a estratégia" de "produzir alimentos em casa", eliminaram refeições ou cortaram porções em seus pratos. "Cerca de 20% não tomam café da manhã, e os lanches são praticamente inexistentes, enquanto 70% dizem não ter suficiente para comprar alimentos saudáveis e balanceados", disse Herrera. A especialista acrescentou que "80% dos domicílios possuem algum grau de insegurança alimentar" e têm uma "dieta anêmica". Segundo Anitza Freitez, especialista em Estudos Sociais da UCAB, três de cada quatro crianças da população mais pobre entre as idades de três e 17 anos deixaram de frequentar a escola com frequência devido à falta de comida. O sociólogo da UCV Roberto Briceño León, diretor da ONG Observatório Venezuelano de Violência (OVV), disse que, de acordo com o estudo, a insegurança aumentou no país no ano de 2017 – um em cada cinco foi vítima de um crime. León apontou que a violência "ocupou quase todo o país" – dados da pesquisa mostram que apenas 10% das comunidades não registraram um crime violento. Ainda segundo León, 41% dos cidadãos entrevistados "sentem a necessidade de se mudar" do bairro ou de sair da Venezuela – um número que aumentou significativamente devido à "situação de violência sustentada e grave" desde 2014, quando apenas 28% expressaram o desejo de se mudar.

  • Segundo fontes ligadas à presidência ouvidas pela agência Efe, trata-se de um mal-estar leve. Líder palestino de 82 anos foi levado a um hospital em Washington. O presidente palestino Mahmoud Abbas fala durante reunião do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York, na terça-feira (20) Timothy A. Clary/AFP O presidente palestino, Mahmoud Abbas, está sendo atendido em um hospital de Washington, informaram à Agência Efe fontes oficiais palestinas em Ramala que asseguraram que trata-se de uma questão "leve". "O presidente está bem. Durante seu discurso (dia 20 perante o Conselho de Segurança da ONU) já era possível observar que estava doente, é preciso lembrar que tem 82 anos, mas não parecer ser nada grave, provavelmente mal-estar por um resfriado", confirmou à Agência Efe uma fonte próxima da Presidência palestina. O ministro palestino de Assuntos Civis, Hussein al Sheikh, declarou à agência palestina de notícias "Maan" que "o presidente está bem e somente está seguindo um controle médico rotineiro" e acrescentou que "os rumores sobre sua saúde não são certos". Segundo o site "Jewish Insider", um comboio oficial com carros do serviço secreto dos Estados Unidos chegou na quarta-feira ao hospital Johns Hopkins, em Maryland, onde poderia ter sido internado. Vários veículos de imprensa e algumas pessoas nas redes sociais asseguraram que Abbas teve que ser levado ao hospital de forma urgente após se sentir mal durante uma reunião.